MEMORIAL ÉOLO MAIA
  SAUDADES
Jô Vasconcellos
 
 
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Texto publicado na revista Informador das Construções


Belo Horizonte, 08 de setembro de 2003.


Como diz o escritor argentino Ricardo Piglia, “a vida não permite rascunhos”. Com o Éolo foi mesmo assim, nunca deixou de viver o que tinha que viver, nunca deixou de falar o que tinha que falar, nunca deixou de fazer o que tinha que fazer.

A Alegria e a invenção juvenil fazia parte de sua vida e de seu trabalho.

Fruto de uma geração apegada a preceitos e preconceitos, partiu para a liberdade.

Amava a todos, sem preconceitos e de coração aberto, e dizia verdades. Sofreu bastante por isto, mas, preferia assim, pois, esta era sua atitude perante a vida.

Levava consigo a arquitetura que tanto amava e carregava junto, a dos arquitetos que admirava.

Levou o nome de Minas para o Brasil e para o mundo. No lugar da novidade a qualquer preço, deteve-se em pesquisar, analisar, apreender suas raízes, o que traduziu plenamente em seus projetos apostando na surpresa e contribuindo assim, para a identidade da cultura contemporânea.

Trabalhar com ele era fácil e difícil. No trabalho a seriedade era primordial, assim como ampliar as fronteiras da imaginação e procurar infinitas possibilidades.

Amava os jovens e seus repertórios, amava as crianças e sua pureza, amava os velhos e seus conhecimentos, amava os animais e tudo o que significava vida, amava o Brasil e era super “patropi” (era o meu amor “patropi”).

Tinha milhões de planos, mas, não teve tempo de realizar todos.

Dizia que não morria nem morto, morreu, mas, não morreu!

Hoje as lembranças se espalham sem controle e venho espalhar mais uma vez, Éolo, que eu, Isadora, Nina e Silvia, te amamos muito.

Texto publicado na revista “Informador das Construções, 2002/2003”.



COISAS QUE FLUTUAM

Arquiteturas são objetos e sujeitos de nossos sonhos, flutuam em nossos desenhos e nossas mentes, vagam pelos ares circulando por entre altas nuvens até que possam pousar, em ofertas propicias a nossos sítios e lugares.
Projetos são desejos que rasgam as manhãs e as tardes, enveredam sozinhos nas cidades, em contramão, como brisas etéreas que permeiam esperança nos intervalos das duras pedras de nossas ruas e solidões.
São como ventos generosos que nos insuflam alegrias e possibilidades nunca imaginadas até serem pensadas e inventadas.
São como tempestades a correr e mover os céus, empurrando ao longe as tristezas e melancolias do repetido e do igual.
E quando eles e elas cessam, ventos e tempestades, na calmaria da morte, somos menos e menores porque nos falta a sua fala e o seu desígnio.

Ao Eolo

Kleber Frizzera
16/09/2002

Texto publicado na revista “Informador das Construções, 2002/2003”.

 

 


HOMENAGEM DA FAMÍLIA E AMIGOS:

Nina Maia

Alexandre Brasil e Carlos Alberto Maciel

Altino

Carlos Eduardo Comas

Élvio Araújo Garabini

Pedro Moreira


Roberto Segre

Ruth Verde Zein

Sylvio de Podestá

Thomas Schönauer

Zeca Brandão


Éolo com família e amigos na
praça central de Mariana


 

 

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